quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Our little secret...

Adoro "fazer-me de parva" quando se fala do H2ON, e do modo de pagamento e dos quartos, etc... Principalmente quando tu estás exactamente no mesmo sítio que eu. Adoro quando se fala de hospedarias (ando a aprender) onde já estivemos e ficamos os dois como se nada fosse, sabendo perfeitamente tudo o que se passou... (vá eu pelo menos lembro-me, já tu com a tua memória de peixe :P) 

Adoro lembrar-me das camas por onde passámos, dos duches por onde andámos, das garagens onde entrámos, dos varões que tentámos usar, dos espelhos nos tecto (o que eu passei a gostar de espelhos no tecto!), dos vizinhos, dos canais de TV ("acho que já vi este programa em qualquer lado..."),etc... E depois lembro-me dos nossos corpos nus, lembro-me das horas e horas encaixados em que não nos cansamos, que nos deixam ko no final, mas que ambos sabemos que podíamos e conseguíamos continuar... Das marcas com que fico mas que não me importo, das marcas que ficam nos lençóis da cama :P, do sentir o teu corpo, do quão automático é dar as mãos durante a viagem enquanto conduzes (por mais pequeno que isto seja) e daquele sorriso parvo que não conseguimos tirar das nossas caras o resto do dia.

Fazes-me gostar de mim. Fizeste com que voltasse a escrever, com que voltasse a pôr tudo cá para fora, o que me ajuda bastante (e assim não levas tanto comigo, tipo terapia). Ajudaste na construção desta nova Sara, mais confiante, mais senhora de si própria, mais mulher! Obrigada por teres decidido entrar na minha vida, por teres olhado para a miúda que se vestia mal e tal (lol :P)!

Gosto de olhar para ti, apenas porque sim. Chama-me estranha, freak, o que quiseres, mas gosto... Gosto de olhar para ti e esquecer-me do mundo, gosto de o fazer no sofá, no café, a jantar, quando estamos só os dois... Gosto de te observar e sentir que estou segura, não sei se já te disse (LOL) mas gosto de ti, e não estou a falar de uma forma amorosa agora, mas como pessoa mesmo, gosto do facto de te conseguires desenrascar das situações, de saberes um pouco de tudo, de aprender coisas contigo, até de mandares vir com as minhas rotundas... Gosto de ti num todo, simplesmente. 

Mas, e há sempre um mas... tenho medo. Dá-me um sinal. Tenho medo. Estou com medo. Não sei como estás, como estamos, como estás em relação em mim. E sim, tenho medo porque ora te sinto distante, ora te sinto como sempre estiveste, bem perto. 

Não te quero chatear, não quero ser "lapa", não quero que te fartes de mim, mas também não te quero longe. Tu percebes.. És importante.

S.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

o MEU Mr. Big

Gostava de não ser assim, de não ter as reacções que tenho e de não ter ciúmes, juro que gostava. Mas que queres que te diga? Que no fundo não me custa quando te oiço dizer com todas as certezas que temos de acabar com isto, que não me custa ver os carinhos, que não me custa não poder ter uma relação mais próxima contigo mesmo que seja de amizade apenas? Custa sim, estaria a mentir se dissesse que não. 

Custa porque nesses momentos lembro-me dos nossos momentos, lembro-me da cumplicidade que temos um com o outro, da sexualidade existente, do carinho, do fazer amor, de tudo o que temos e que não podemos mostrar. 

Gostava de poder adormecer nos teus braços, os dois completamente nus. Gostava de acordar ao teu lado e vestir uma camisa tua e essa ser a minha roupa do dia. Gostava de fazer e experimentar tanta coisa contigo, mas sei que não vamos ter tempo para tudo.

Por vezes gostava mesmo de não ter esta contínua tensão sexual contigo, apenas e só, porque não a posso satisfazer quando quero. Fazes-me gostar de mim própria, fazes-me soltar, fazes-me fazer coisas que eu pensava que não era capaz de fazer, fazes-me pensar e escrever, fazes-me sonhar acordada... 

Quero-te! Nunca deixei de te querer, mesmo quando tentei para nosso bem acabar com tudo. Não consigo estar longe de ti, e acredita que muitas vezes eu penso que é melhor afastar-me. Não consigo, neste momento, acabar com tudo de um momento para o outro, mesmo que saiba que não vai durar muito mais tempo. ´

É demasiado bom. É demasiado íntimo. É demasiado sexual. É demasiado...! 

Acordo com a vontade de falar contigo e de ter um bom dia à minha espera no whatsapp. Com a esperança diária de não teres muito trabalho para que consiga falar contigo durante o dia, para nos conseguirmos provocar, para me dizeres que estás com tesão só de ler o que escrevo, para me dizeres que acordaste com vontade de faltar ao trabalho e me levares para uma cama. E imagino isso tudo, imagino-me numa cama contigo, imagino-me sentada e encaixada em ti com as pernas enroladas no teu tronco, bem juntos, com os corpos suados e as nossas caras encostadas... Imagino-te dentro de mim, deitado com a cabeça ao meu lado, eu a olhar para ti e tu a olhares para mim, a passar a minha mão na tua cara, e os dois a fazermos amor lentamente. 

Promete-me pelo menos que não vamos deixar tudo mesmo. Que vamos ter cafés só os dois, que vamos ter e-mails mesmo que seja só para contar o dia ou uma situação que queiramos partilhar, que mesmo que isto acabe, nós vamos continuar com a nossa cumplicidade, mesmo que só aos nossos olhos. Prometes?

Gosto de ti.
S.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Pessoa perfeita

Não sou a pessoa perfeita, nunca o fui, tenho bastantes defeitos e por vezes sou muito difícil de aturar (eu admito). 
Não tenho muito para dar, não sou uma pessoa que sabe muito de muita coisa, não sou realmente uma pessoa poupada, não sou uma pessoa com que possas falar de filmes e livros intelectuais. 
Não sou essa pessoa, mas também vou-te ser sincera, não quero ser! Claro que mudava algumas coisas, principalmente porque sei que seria uma melhor pessoa se o fizesse, mas também porque acho que devemos ceder alguma coisa, o mínimo que seja, para que algo resulte. 


Digamos que o amor não é onde tenho mais sorte, acho que se tem notado, e quando acho que acerto, apareço na altura errada... Tenho uma capa que é lixada de tirar, e que poucas pessoas conseguem fazê-lo. Não sou forte, não sou uma miúda que anda praí a divertir-se com este e aquele porque é giro e porque eu gosto é da boa vida e não quero um namoro. (muitas vezes são mais aqueles que inventam do que realmente foram) Lá no fundo dos fundinhos sou uma miúda romântica que gosta de surpresas, que gosta de jantares, que gosta de passeios, que gosta de estar enroscada no sofá a ver TV em vez de sair porque simplesmente quer um tempo a dois, que gostava de ter realmente uma relação com alguém decente uma vez na vida... (com as mariquices todas incluídas)
Neste momento estás a pensar "merda, não devia estar a fazer isto então! Ela vai estar agarrada a mim e não vai aproveitar oportunidades..", não penses nisso, sabes perfeitamente o que eu sinto por ti, mas também sabes perfeitamente, que eu sei que não vai passar disto, eu não crio ilusões que tu te vais apaixonar loucamente por mim. :) E também acredito que o que tiver de ser será, os nossos actos têm consequências e é daí que é feita a nossa vida, vai chegar a minha vez, mais cedo ou mais tarde... Até lá vou aproveitando a minha vida!

Quero aproveitar contigo. Quero poder fazê-lo enquanto pudermos, quisermos e conseguirmos. 
O desejo por ti não diminui e seja ele emocional ou não, é carnal, é sexual! Tenho fome de ti, tanta...

E sim, gostava de ter aparecido numa altura em que tivesse tido oportunidade, pelo menos podia ter tentado. Achas que tinha sorte? ;)



S.


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Antídoto

Como é que se mata esta vontade? Diz-me como é que eu acalmo a vontade que tenho de ti. 

Desejo-te!

Quero um quarto, um fim de semana, comida e tu. Só preciso disto. Cada dia que passa a vontade aumenta e aumenta... O ter-te ao pé de mim e não poder fazer nada, ter de ser forte e conseguir controlar-me, e as imagens que me passam pela cabeça cada vez que estou naquele sofá... (e as que me estão a passar agora enquanto estou a escrever isto e a ti que estás a ler)

Como é que faço para aliviar esta vontade de ti?

Quero ser tua e que sejas meu, quero sentir isso. Quero que me digas isso. Quero ouvir isso enquanto fazes amor comigo, antes e depois de fodermos que nem uns loucos, de aliviarmos (um pouco) esta nossa tensão sexual acumulada! 

Quero que me dispas devagar, ao mesmo tempo que me vais olhando nos olhos bem junto a mim. Quero sentir o teu corpo junto ao meu e as tuas mãos a passarem pela minha cara enquanto me encosto a ela, passando depois pelos ombros e descendo os braços... De seguida dás-me um abraço ao mesmo tempo que me vais acariciando as costas e as curvas do rabo com as tuas mãos, e ao mesmo tempo eu bem colada a ti sinto a tua tesão a aumentar... Não aguento mais e beijo-te com vontade de algo mais, com aquela mensagem de "vamos a isto!" , enquanto que ao mesmo tempo te vou tirando a camisa e o cinto das calças...

Quero-te!

Atiras-me para cima da cama e dizes que não pode ser assim como eu quero... Que naquele dia vamos fazer as coisas com calma e tu é que decides o ritmo, o meu ritmo... Dou por mim vendada e com as mãos amarradas, e tu só me dizes para eu sentir e não pensar. Todo o meu corpo já está quente com esta situação, excitado com o desconhecido, e sinto a tua língua a passar pelo meu pescoço e a descer, ao chegares aos mamilos completamente duros e excitados tiras o cubo de gelo da boca e eu começo a arrepiar-me, ao mesmo tempo que me apertas com a mão o outro mamilo. 
Depois de explorares (e bem) os meus mamilos começas a tua viagem ao longo do meu corpo, descendo e descendo, até que automaticamente as minhas pernas se abrem para ti e só oiço um pequeno riso de prazer da tua parte. 

Realmente disseste que eras tu que decidias o meu ritmo, mas agora estás a ser mauzinho... Passas a tua língua pelo meu clitóris naqueles movimentos que tu sabes que me fazem ir ao céu e voltar, e depois paras! Passas a tua boca e vês que estou completamente molhada por tua causa e chupas-me e depois ainda fazes pior para eu ficar novamente encharcada e quase a vir-me e paras novamente! E eu de mãos atadas, sem poder fazer nada, a contorcer-me da minha maneira tão característica. Tiras-me a venda e as amarras nesse momento e olhas para mim com um olhar de desejo, um olhar sexual, e sem mais preliminares (já chega por favor), preenches-me com a tua pila até ao fundo, como tu tão bem sabes que eu gosto. Pouco tempo depois tens-me a gemer intensamente e a contorcer-me orgasmicamente. 

Quero fazer amor contigo.

Pergunto-te. E tu respondes com um sorriso "sim meu amor", ao qual eu respondo também com um sorriso, tanto nos olhos como nos lábios. 

Os dois encaixamos como é suposto encaixar, os dois conhecemos a "dança" um do outro, e os dois vemos e sentimos o quão bom isto é. (mesmo que seja de maneiras diferentes, que ainda não percebi bem qual é a minha)

Mas os dois fazemos amor como dois amantes, dois namorados, como um casal, a nossa cumplicidade assim o permite e terminamos com sorrisos parvos um para o outro e com o seguinte:

S. - "Tua.."
C. - "Teu.."


Tenho saudades tuas.


S.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

E se...

E eu pensei...

E se a vida fosse diferente?
E se não tivesse de ser assim?
E se eu pudesse saltar-te pra cima cada vez que me apetece?
E se fosse eu no lugar dela..?
E se fosse eu a ficar contigo quando todos saíssem depois de uma noite?
E se fosse eu a dormir contigo?
E se fosse eu a sentir o teu cheiro?
E se fosse eu a abraçar-me a ti daquela maneira..?

E se fosse eu?

Nunca saberemos... Devemos correr atrás do que queremos, mas aqui não vale a pena, e além do mais, eu só quero que sejas feliz. :) (mesmo que não me inclua...) 

Gosto-te. :)

Tua,
S. 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Meu.Tua.Nosso.

Gosto de ti, gosto da pessoa que és (mesmo sendo um pequeno cabrãozinho vá, mas gosto de ti assim), gosto de estar contigo e dos momentos que temos os dois. Quando me olhas nos olhos e me acaricias a cara. Adoro quando estás a conduzir, pegas-me na mão, dás-lhe um beijo ao olhar para mim, e continuas com a mão agarrada à minha, com força. Gosto das várias versões que tens comigo e das várias versões que tenho contigo, de me mostrares que sou uma mulher forte e que ao mesmo tempo quando quero posso ser uma menina enroscada a ti. Sim, gosto quando tens ciúmes, porque é a forma irreflectida de mostrares que gostas de mim (seja de que maneira for...). És diferente. És um ponto de viragem na minha vida, és uma pessoa muito especial (e esta nossa cumplicidade vai ser muito difícil de esconder e ainda mais de explicar). Nunca foi nem nunca será apenas sexo, esta ligação mind-blowing é única na vida e os dois sabemos disto.

O libertar-me contigo, o esquecer-me que existem outras pessoas naqueles momentos (por vezes horas lol) e entregar-me apenas a ti... Os orgasmos atrás de orgasmos, os gemidos, o ir para motéis (desculpa, hospedarias :P), as botas, as meias, tantas e tantas coisas... 

E o justificar atrasos no trabalho e recordar-me perfeitamente que foi porque estava em tua casa, no teu sofá, a montar-te com as botas que tu tanto gostas, a sentir a tua pila completamente dentro de mim, a sentir as tuas mãos ora na minha cintura ora agarradas as minhas mamas, a torturar-me os mamilos e eu a gostar cada vez mais... E tu a sentires que eu estava completamente excitada continuavas, até eu me vir num orgasmo contigo dentro de mim, a sentires cada músculo meu a contrair-se. E não ficámos por aqui, e por isso é que é tão bom, e continuámos... Quando um não quer os dois não dançam,e aqui os dois já sabem a dança um do outro. Os dois gostamos da dança um do outro. E por ser tão boa esta dança é que não queremos parar. 

Desculpa dar-me melhor com a escrita que com a fala, mas desde pequena que sou assim, é mais fácil escrever o que nos vai na cabeça/alma do que falar sobre isso, mesmo que seja contigo, embora tu já soubesses de tudo isto.

Nunca te esqueças que és importante para mim, pelo menos para mim, de uma certa forma que não percebemos ainda bem. :P

E isto é Meu, é Teu, é Nosso. Só Nosso. 

Gosto de ti.

Tua (tu já sabes),
S.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

E hoje não foi um bom dia.

Tenho saudades tuas. No fundo tu sabes como. Daquela maneira que não posso/devo.

E preciso de ti.

S.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Fodamos mais.

" Depois do festim gastronómico e consumista do Natal, chega o banquete das resoluções de ano novo. A semana que vive de permeio entre os presentes e a esperança de um ano melhor está impregnada de desejos e vontades várias. Dormir mais horas, ler mais livros, comer melhor, tudo se quer pelo bem, pelo bom e, de preferência, pelo óptimo. E o sexo? Quantos de nós aspiramos, conscientemente, a ter mais e prazeroso sexo no ano que espreita?
Muito poucos, estou certa. E não o fazemos porque, por um lado, estando em parelha, damos a coisa como garantida. Por outro, não havendo companhia, contentamo-nos com o que a vida, na sua infinita bondade, possa trazer. E assim andamos, muito ocupadinhos, empenhados em sermos pessoas mais activas, mais espectaculares mas pouco fodilhonas. Ambicionamos o Santo Graal da vida moderna mas obliteramos o segredo da “vida eterna”. Procuramos morrer velhos mas ignoramos a alegria e o prazer da petite mort. Exercitamos o corpo, esculpimos abdominais e glúteos mas desatendemos piça e pipi. Ou seja, não só não pretendemos ser mais e melhores fodilhões como tencionamos mesmo continuar a olhar para o lado.
E dizem vocês: olha-me esta porca armada em moderna! E eu respondo: modernos são vocês, que acham que podem ignorar o sexo e relegá-lo para as calendas gregas. São modernos e devem saber coisas que eu desconheço. Devem saber, por exemplo, como continuar a ter tusa pela vida, pelo parceiro, pelo mundo em geral. Porque não há nada que nos diga tanto “estou vivo, caralho!”, que uma boa e prazerosa foda. E dizem vocês, outra vez: olha-me esta porca, a achar que todos têm parelha. E eu respondo: modernos são vocês, que ainda não descobriram a masturbação. A sexualidade não se esgota no sexo com o outro. E se não sabem do que falo, peguem na lista de afazeres para o ano que vem e marquem, logo no feriado inicial, uma exploração simpática pelo vosso corpo. Se é a mesma coisa que ter parceiro? Não, mas é igualmente bom. Ou, pelo menos, é uma visita que vale a pena fazer. Muitas vezes.
Seja qual for o enquadramento, o tipo de parelha, a líbido e vontade de cada um, o que importa é não esquecer que o sexo salva. Salva-nos de tensões, de irritações e de neurastenias várias. Indignemo-nos menos, fodamos mais. Chateemo-nos menos, fodamos mais. A foda tem esta capacidade extraordinária de nos colocar em sintonia com o mundo, mais próximos de quem estamos próximos e mais longe de quem não queremos na cercania. Antes de sermos engolidos pela espuma dos dias, fodamos. Ou façamos amor. Ou como melhor nos aprouver. Mas fodamos."
- Sílvia Baptista -

E tivemos a despedida de 2014... E vamos continuar em 2015, porque é demasiado bom para não se ter, é demasiado intenso, é DEMASIADO! E porque gostamos, de uma forma estranha, de uma forma errada e ao mesmo tempo tão certa, de uma forma pecaminosa, de uma forma que só nós compreendemos, de uma forma em que naquele momento tu és só meu e eu sou só tua... gostamos e é isso que interessa!

"Tua",
S.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

#159 Nas nossas bocas

— Não posso continuar a ver-te — digo-te, entre um suspiro e um abanão de ombros. — Há qualquer coisa, entre nós, que não se controla. E que tem os dias contados.
— Os dias contados? Como uma bomba detonada? — perguntas-me tu, com um sorriso brincalhão, tentando suavizar as palavras.
— Sim, como uma bomba detonada. Onde o calor do corpo parece ferver todo apenas num sítio: no coração. Aqui, bem dentro. Este fogo aflito da paixão.
Ficamos sentados a olhar um para o outro. Encolhes os ombros também. Há qualquer coisa de inesperado nas minhas palavras, mas sabes que tenho toda a razão. Já pensaste nisso trezentas mil vezes, tal como eu. Acordas com vontade de saltar pelo mundo. Deitas-te com vontade que o dia não acabe. Há instantes em que a paixão te cerra a garganta e, por mais que engulas, por mais que tentes dizer, a garganta não funciona. E as palavras não vêm.
Como agora. As palavras não vêm.
— Porque fizeste isso? — pergunto, depois de me arrancares um beijo urgente, às escondidas do mundo.
— Não sei — e fazes silêncio. — Porque quero que esta bomba expluda nas nossas bocas. — Olhas-me nos olhos. — Afinal de contas, não é isso o melhor da paixão, Joana?
- # 159 Nas nossas bocas - 
@ apetece(s)-me
- Laura Azevedo - 

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Definições.

"E foder; 
foder a toda a hora; 
gostava de ser a mais puta das putas; 
gostava de foder a toda a hora como uma cadela; 
como gostaria de ser eu mesma; como gostaria de fazer exactamente o que quero e apenas o que quero; 
o que eu gostava era de foder a toda a hora;
gosto tanto de foder..."


- Pedro Chagas Freitas - 
@ In Sexus Veritas